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Kawasaki em festa! – Cinquentona, Linha Z da Kawasaki comemora meio século de existência e se segue cada vez mais atual

Lançada em 1972, com a apresentação da Z1, a ‘Linha Z’ completa 50 anos e mantém-se na vanguarda da indústria motociclística. Neste período foram apresentados quase 90 modelos, que receberam diversas tecnologias inovadoras e designs que marcaram gerações

Este ano é de comemoração para a Kawasaki. Em 2022, a ‘Série Z’ completa 50 anos de seu primeiro lançamento mundial. Quem visitar alguma das 35 concessionárias autorizadas espalhadas pelo país e conferir o line-up atual, que traz um visual agressivo, potência e tecnologia de sobra, provavelmente vai se surpreender com a história de meio século de existência da linha de motocicletas que revolucionou a indústria de duas rodas. Ao longo destas cinco décadas foram lançadas quase 90 diferentes versões, incluindo motos custom, de competição e até mesmo modelos utilizados pela polícia. A ‘Família Z’ influenciou o mundo da motovelocidade, apresentando motos campeãs, e também revolucionou a pilotagem urbana, com o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, como a injeção eletrônica e o sistema de freios ABS Kawasaki. Tão longeva como a própria fabricante japonesa, a ‘Série Z’ superou o tempo e cunhou termos bem atuais como supernaked e ‘conceito Sugomi’.

O início dessa história remonta a 1972, com a apresentação da Kawasaki Z1, também conhecida por ‘900 Super Four’. Utilizando a mais avançada tecnologia da época, o lançamento redefiniu o mundo do motociclismo de alto desempenho. A Z1 foi a primeira moto esportiva de produção em massa equipada com um motor DOHC de 4 cilindros em linha, tecnologia então encontrada apenas nos protótipos de corrida ou em motos esportivas de produção limitada. Com um propulsor de 903 cm³, o primeiro lançamento da Série Z ficou conhecido, não só por ser a motocicleta mais rápida da sua época, como também por sua confiabilidade e durabilidade. O sucesso foi imediato e a Z1 conquistou o mercado mundial, abrindo assim as portas para toda uma geração de motos da Família Z. Apenas por curiosidade, a escolha do nome não foi nada aleatória. A letra ‘Z’ foi eleita por ser a última do alfabeto, ou seja, a mais extrema, enquanto o numeral ‘1’ representava o primeiro do mundo.

Ao longo dos anos 1970, a Kawasaki apresentou cerca de 20 versões e atualizações das Z Bikes. A linha de competição recebeu a Z1 Endurance Racer (1974). Os estradeiros foram contemplados com a custom Z650C (1977). Mas o grande o marco foi o lançamento da Z1000 (1977). Equipada com um poderoso motor quadricilíndrico de 1.015 cm³ e transmissão de cinco marchas, o modelo podia facilmente ultrapassar os 200 quilômetros por hora. No mesmo ano, a moto ganhou sua versão café racer, batizada de Z1-R. Projetada nos Estados Unidos, ela trazia algumas modificações como, por exemplo, tanque do combustível mais fino, escapamento 4 em 1 e rodas de liga leve.

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Os anos de 1980 chegaram trazendo ao mercado a segunda geração da Família Z. Com a reputação de alto desempenho e durabilidade já conquistados mundialmente, os novos lançamentos passaram a ser conhecidos também por seu estilo atraente e por oferecer uma pilotagem ainda mais amigável. Nas pistas, modelos baseados na Z1000 acumularam inúmeras vitórias, que trouxeram ainda mais tecnologia para as motos de rua. Este foi o caso da Z1100GP (1981). Equipada com um motor de 1.089 cm³ e painel de instrumentos retangular exclusivo, o modelo foi um dos pioneiros a utilizar o sistema de injeção eletrônica (Kawasaki Electronic Fuel Injection), evolução que permitiu maior eficiência no fornecimento de combustível, adicionando ainda mais potência e contribuindo para a redução do consumo de gasolina.

Na década seguinte, com a aparição das Ninjas, os modelos da Série Z passaram a dedicar maior atenção a parte visual, o que tornou o seu design ainda mais impressionante. Os modelos das linhas Zephyr ZRX, com as mais diversas cilindradas, marcaram essa geração. Porém, a grande mudança veio com a virada do milênio. Repletas de tecnologia e utilizando sistema ABS de freios, a nova Z1000 (2003) remontou às origens e trouxe as virtudes tradicionais das Z Bikes. Ou seja, uma esportiva de alto desempenho que prioriza a diversão. Com chassi mais leve, guidão alto e um motor potente, agora reajustado para oferecer maior torque em médias e baixas rotações, a Z1000 do início do ‘Século 20’ ganhou um estilo ultramoderno, visual agressivo e inaugurou um novo subgênero: o das supernakeds.

Após ter conquistado o mundo e se tornado referência na indústria automobilística, uma nova e impactante mudança na Linha Z estava por vir nos idos de 2010. E o nome dela chamava-se Sugomi, que traduzido do japonês para português significa, literalmente, ‘incrível’O novo conceito trouxe um design arrojado para as Z Bikes, com linhas ainda mais agressivas e uma maior conexão entre piloto e máquina. Este formato segue presente nas motos do atual line-up da Linha Z, disponíveis nas Concessionárias Autorizadas Kawasaki, que incluem os modelos Z1000Z900Z650 e Z400. Por fim, neste mesmo período, um movimento mundial com apelo ‘retrô’, paralelamente, ganhou força no mercado. A resposta da Kawasaki veio com a apresentação dos lançamentos Z900RS e a Z900RS Café, modelos que carregam as antigas curvas que remetem ao visual original da Z1 setentista.

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