Aproveitando ao máximo toda a versatilidade da Royal Enfield Himalayan

Texto: Gui Foster (@duasrodaspelomundo)| Fotos: Gui Foster, Kadu Pinheiro (@kadupinheiro_roadpics) e Fabio Bueno (@buenofnc)

Lançada no Brasil em 2019, a Himalayan, produzida pela indiana Royal Enfield, é uma moto que vem fazendo um certo barulho no mercado desde então. Graças à gentileza da Royal Enfield Brasil, tive a oportunidade de rodar por mais de 400 km com essa máquina e, claro, irei passar todas as minhas impressões para vocês!

Por se tratar de uma moto muito versátil, aproveitei ao máximo para explorar diversos tipos de terrenos e até cheguei a fazer uma trilha no SP Race Park (@spracepark), em São Paulo. Dica: se você tem uma Himalayan (ou alguma trail de média a alta cilindrada), é um ótimo lugar para testar sua moto em percurso off-road. Também realizei o clássico teste da Estrada dos Romeiros para ver como essa trail se comportava nas curvas e, como de costume, rodei no trânsito caótico de São Paulo. Ou seja, a moto foi testada nas mais diversas condições.

Na cidade

Parece ironia, mas é verdade. Como a Himalayan é uma moto com suspensão projetada para enfrentar terrenos acidentados, ela roda muito bem nas ruas brasileiras. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, não raro nos deparamos com asfalto em condições que não fariam feio em um percurso off-road. Logo, trata-se de uma ótima opção para o deslocamento no dia a dia das grandes cidades. A agilidade e o guidão relativamente compacto facilitaram a pilotagem no corredor. Portanto, somando tais características à economia (26,2km/L durante meu teste), considero uma boa escolha para o uso diário. Observação: o novo design do pezinho de apoio faz diferença na hora de estacionar a moto.

No off-Road

Testei a Himalayan em duas situações de off-road. Primeiro, em uma trilha mais leve do SP Race Park. Por ser um percurso incialmente pensado para quadriciclos, não havia uma alta dificuldade na trilha, como acontece em outras que estão no mesmo complexo. Me deparei com alguns pequenos atoleiros, algumas costelas e bastante curvas em cotovelos. Sem dúvida alguma, a moto se saiu muito bem e a diversão foi intensa! Continuando na experiência off-road, aproveitei também para explorar as vias de terra próximas à Estrada dos Romeiros, algo que sempre quis fazer, mas que não havia tido uma moto capaz de enfrentar tais condições. Essa é justamente uma das belezas da Himalayan, a possibilidade de explorar novos terrenos que normalmente não seria possível com as motos estradeiras. Vale mencionar que, visando a melhorar a experiência off-road, o modelo 2021 traz a opção de desligar o sistema ABS do freio traseiro.

Na estrada

Aqui, provavelmente, reside o ponto mais polêmico do modelo da Royal Enfield. Muitas pessoas questionam a performance na estrada para uma moto de 411 cilindradas. A velocidade de cruzeiro varia entre 100-110 km/h. Mais do que isso, você estará muito próximo ao limite do motor, forçando muito a moto. Haverá impacto extra na performance caso você esteja carregado e com garupa. No meu caso, estava sozinho e com pouquíssima bagagem.

Opções de customização

Na minha opinião, o maior foco de customização é aumentar a capacidade de bagagem para as jornadas mais longas. Uma ótima opção é a utilização dos maleiros laterais. Não podemos nos esquecer que existe a opção de customização extrema para quem quer se aventurar no Flat Track. A categoria FT 411, que foi lançada no final de 2020, utiliza como base a Himalayan e, com algumas modificações, você estará apto a virar à esquerda nas pistas de terra.

Considerações finais

O principal atrativo da Himalayan é a versatilidade! Em um mesmo dia, é possível enfrentar sem medo o trânsito da cidade, encarar um pouco de estrada, aproveitar para sujar a moto em uma trilha e, depois, ainda voltar para casa após muita diversão. Não se trata de um modelo muito pesado, difícil de pilotar ou com muita potência. Portanto, também é uma opção para alguém que esteja iniciando no mundo duas rodas. Atualmente, a Himalayan custa a partir de R$ 19.390,00 (mais o frete).

Abaixo seguem as especificações técnicas da moto:

Motor:

  • Monocilíndrico, refrigerado a ar 4 tempos
  • Cilindrada: 411cc
  • Diâmetro x Curso: 78mm x 86mm
  • Potência Máxima 24,5cv @ 6500 RPM
  • Torque Máximo 3,2kgf.m @4500 RPM
  • Transmissão 5 Marchas
  • Injeção Eletrônica de Combustível

Chassi:

  • Suspensão dianteira Telescópica, 41mm de diâmetro, 200mm de curso
  • Suspensão traseira Monoamortecida com link, 180mm de curso
  • Distância entre eixos 1465mm
  • Comprimento 2190 mm
  • Largura 840 mm
  • Altura do Assento 800 mm
  • Capacidade do tanque15 lts
  • Peso seco 185 kg

Freio e Pneus:

  • Pneu dianteiro Pirelli MT-60 90/90 – 21”
  • Pneu traseiro Pirelli MT-60 120/90 – 17”
  • Freio Dianteiro Disco com 300 mm de diâmetro
  • Freio Traseiro Disco com 240 mm de diâmetro
  • ABS nas duas rodas (traseiro pode ser desligado)

4 thoughts on “Aproveitando ao máximo toda a versatilidade da Royal Enfield Himalayan

  • fevereiro 9, 2021 em 21:17
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    artigo muito legal!! comprei a minha a 10 dias, alegria pura! so faltou um pouquinho de final para a estrada mesmo, mas estou adorando a aquisicao

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    • fevereiro 9, 2021 em 21:24
      Permalink

      Muito obrigado pelas palavras! Que bom que está se divertindo!!! Sobre a final de estrada, acredito que toda a versatilidade estilo compensa. heheh

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      • fevereiro 9, 2021 em 23:51
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        exatamente ! eh gostosa de conduzir, vc acaba curtindo e nao se importando.

        li que na India essa versao 21/21 passaria por um remapeamento das marchas. quem sabe pinta um ajuste para melhorar a final (:

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        • fevereiro 10, 2021 em 02:46
          Permalink

          É isso aí! Disse tudo!!

          Resposta

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